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Nominalismo |
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Nos séculos XI e XII, o nominalismo surgiu como uma possível solução a questão: o universal (conceito, idéia ou essência comum a todas as coisas que indicamos pelo mesmo nome) é algo de real ou não será antes um ato simples de nossa mente expresso por um nome? Os conceitos são realidade (res) ou palavras (voces)? Três soluções fundamentais desse problema são: o realismo, o conceitualismo e o nominalismo. A questão dos universais, inicialmente lógico-gramatical, estendeu-se para os problemas teológicos e metafísicos, atingindo o conjunto de dogmas da igreja cristã. Por exemplo, João Roscelino (falecido em 1120), mestre de Abelardo, com seu nominalismo coloca em dúvida o dogma trinitário de deus: a única substância divina não passa de um nome, as três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) são três substâncias diversas, indicadas por um nome comum. Assim surgiu a heresia do triteísmo, condenada em 1092 pelo Concílio de Reims, no qual muitos temiam pelas verdades da fé. Abelardo foi um dos principais promotores da lógica até o século XIII. Sua obra "Dialética" libertava a lógica da metafísica dando-lhe autonomia. O ambiente das discussões lógicas e gramaticais ao final da Idade Média foi reconstruído por Umberto Eco em seu romance intitulado O Nome da Rosa.
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É uma adaptação do artigo da Wikipédia "Nominalismo". |
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